MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C909C0.6BF97090" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C909C0.6BF97090 Content-Location: file:///C:/2A8B620F/resumo.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii"
Dossiê Z’Kakaya
Número 11 -<=
span
style=3D'mso-spacerun:yes'> em edição =
211; 29/8/2008
Lula estende manto protetor sobre =
Renan

Lucia Hippolito
No vôo entre São Paulo e Curitiba leio notícia interessantíssima no Estadão: o presidente Lula recebeu o senador Renan Calheiros no Planalto. O presidente Lula telefonou para o senador Renan Calheiros. O presidente Lula decidiu reabilitar Renan Calheiros e fazê-lo o próximo líder do governo no Senado.
Tive que ler a matéria duas vezes.
Quer dizer, entã= ;o, que depois de arrastar o Senado na lama durante o ano de 2007, depois de receber seis pedidos de cassação do mandato (não um nem dois, SEIS!!!), o senador Renan Calheiros vai ser retirado do "vale dos caídos" pela mão purificadora= do presidente da República?
Extraordinário!= Mas não surpreendente.
O presidente Lula, dep= ois de abençoar seus companheiros do mensalão, depois de passar a mão na cabeça de aloprados, churrasqueiros. Depois de elogiar Severino Cavalcanti, depois de beijar a mão de Jáder Barbalho, depois de escolher Romero Jucá como líder do governo, agora entendeu que a desmoralização a que o senador Renan Calheiros arrastou o Senado da República é uma bobagem que não merece a perda de um minuto de sono.
Pronto! Renan ser&aacu= te; o novo líder do governo, substituindo quem? Romero Jucá, denunciado no STF por conta de uns empréstimos mal explicados e umas "fazendas na Lua" dadas como garantia ao tal emprésti= mo... que ele nunca pagou.
É verdade que R= enan Calheiros escapou da cassação mais de uma vez. Graças = ao voto secreto (injustificável), à intimidação, à ameaça às vezes velada, às vezes clara, de de= nunciar as práticas de seus colegas, graças finalmente à pusilanimidade da maioria dos senadores desta República.
Faz a gente pensar: o = que mais falta para a desmoralização definitiva do Congresso Nacional?
Não pode deixar= de existir alguém que acha que ganha com a domesticação do Congresso. Sim, porque lá dentro se faz de tudo, menos políti= ca.
A quem interessa a destruição ética e política do Poder Legislativ= o?
Ministros admitem reduzir Raposa =
Serra do
Sol

Felipe Recondo,
no Estadão
Ministros do Supremo Tribunal Federal consultados pelo Estado adiantaram on=
tem
que podem diminuir a área destinada à reserva indígena
Raposa Serra do Sol, em Roraima, para deixar livres para as Forças
Armadas as faixas de fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana. A
demarcação permaneceria da forma contínua, como determ=
inou
o governo, mas o tamanho da reserva seria reduzido.
A decisão nesse
sentido contrariaria o voto do relator da ação, contra a
demarcação, ministro Carlos Ayres Britto, que manteve a
delimitação da reserva nos moldes originais. Quatro dos 11
ministros se mostraram propensos a fazer ressalvas ao voto de Britto, que f=
oi
classificado por um colega de "romântico" e visto por outros
como superficial - mesmo tendo 108 páginas. Para que sejam feitas
alterações na reserva são necessários 6 votos. Os demais membros do Supremo preferiram n&ati=
lde;o
se pronunciar, mesmo reservadamente.
Os ministros que atend=
eram
à consulta do Estado analisam que, da forma como foi feita a
demarcação, a soberania do País estaria comprometida. =
Um
deles disse que o voto, se mantido, é um "passo para o
separatismo" de índios e brancos.
Isso porque os índios que ocupam a região têm parentes dos dois lados = da fronteira (no Brasil e na Venezuela) e trafegam livremente para os dois lad= os. Nem mesmo a determinação do governo de que batalhões do Exército sejam instalados na área convence esses ministros. Um deles, que esteve em Roraima, afirmou que o Exército se vê obrigado a fazer convênios com índios para que tenham a entrada nas terras facilitada.
Ancelmo Gois
Matriz e filial
A piada nos corredores= dos tribunais de Brasília é que ao mandar demitir parentes o Supremo cometeu uma injustiça com as esposas dos ocupantes = de cargos nos três poderes. É que as, digamos, titulares do cargo terão de ser demitidas, mas as filiais (com todo o respeito) poderão continuar a dar expediente na mesma repartição= .
Descanso de tucano
Fernando Henrique Card= oso passou o fim de semana passado em Campos do Jordão. Ao entrar na cervejaria Baden-Baden, foi aplaudidíssi= mo.
A terra do bacalhau
Do gaiato Gustavo Frue= t, um dos especialistas no PSDB sobre o uso das reservas do pré-sal, em relação a importância do deb= ate:
- Pelo menos, as reuniões estão servindo para conhecermos mais sobre a Noruega. Toda hora alguém fala do modelo de lá. Mas da próxima = vez que fizerem isso vou perguntar de bate pronto: qual a capital da Noruega?= p>
Aliás...
A capital da Noruega é Oslo. E no tal modelo norueguês existe uma estatal como a Pe= trobras e outra, a Petoro, que gerencia os recursos da exploração do petróleo e tem um papel de regulamentação parecido com o da ANP brasileira.
TRE
proíbe Crivella de usar imagens de Lula
O juiz Cezar Augusto Rodrigues Costa, da 8ª Zona Eleitoral do Rio, acaba de proibir Marcelo Crivella de usar imagens de Lula, ou mesmo áudio, nos seus programas eleitorais.
A Justiça aceit= ou pedido de Alessandro Molon, candidato do PT de Lula, representado pelos advogados Carlos Roberto Barbosa Moreira, Rafael Montenegro e Ricardo Brajterman.
Lula popstar
A conta é ofici= al. Até agora, 11 chefes de Estado e de governo pediram audiência particular a Lula durante a Assembléia Geral da ONU, em setembro.
De três continen= tes: Europa, Ásia e África.
Mas...
Já se sabe que = um 12º pedido é certo.
Virá de Nicolas Sarkozy.
Bob Jeff
Percentuais assustadores
Enquanto o ministro Carlos Ayres Britto vota pela expulsão dos
arrozeiros, percentuais preocupantes invadiram os jornais: se a reserva
contínua realmente prevalecer como foi homologada pelo governo feder=
al,
nossos índios terão nada menos que 14% do território
nacional. Será por isso que os índios dormiam no plená=
rio
do STF enquanto suas novas terras eram julgadas?
Quem fala o que quer...=
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, acabou decidindo, sob
pressão da oposição, que nos próximos 45 dias
não serão lidas novas medidas provisórias em
plenário. Garibaldi foi aos jornais dizer que o Supremo Tribunal Fed=
eral
só tem legislado porque o Congresso não vota suas leis. Para a
oposição, o presidente da Casa esqueceu que o principal breque
para o Congresso é a enxurrada de MPs do governo que trancam, dia si=
m,
outro também, a pauta de votações. O senador Tarso
Jereissati pode até estar certo ao discursar que "se [Garibaldi]
continuar a falar pelos jornais e não fizer nada de concreto,
estará sendo o coveiro deste moribundo Senado". No entanto, as =
MPs
sem urgência e relevância continuam a invadir o Legislativo, ma=
s a
mudança das normas, para que haja uma análise prévia s=
obre
o cumprimento dos requisitos para editar as medidas, continua dormindo em
alguma gaveta no Senado. O Legislativo pode até voltar à vida,
mas falta cada um fazer a sua parte.
Vida dura
A liderança do = PMDB na Câmara tentou angariar as assinaturas dos deputados do partido em apoio à candidatura de Michel Temer (SP) à presidência = da Casa. Não deu certo. O documento seria apresentado no dia 8 de outub= ro, mas a resistência intrapartidária = à Temer é enorme.
Dia do tatu
A Queiroz Galvã= o e a Camargo Correa, que “construíram” a cratera que matou = sete pessoas em 2007, venceram licitação para nova obra no metr&oc= irc; paulistano. Afinal, elas têm direito de sair do buraco...
Risos e choro
A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, é mãe do genial humorista Mução, jovem que faz sucesso no r&aacut= e;dio nordestino encarnando um personagem com voz de velho, que lembra a de Luiz Gonzaga. Enquanto ele faz o povo rir, ela assumiu o órgão empenhado em nos fazer chorar.
=
p>
Pensando bem...
... bilhete premiado é ser sortudo sozinho e pé-frio com os outros.
Carlos Chagas
Ministro moto-serra
Mesmo sem quorum para qualquer deliberação, o Congresso continua funcionando como termômetro político, já que os principais líderes dos partidos não deixaram Brasília. Ontem, era grande a irritação entre oposicionistas e governistas, diante de declarações prestadas pelo ministro Mangabeira Unger em respo= stas às críticas da ex-ministra Marina Silva.
A senadora criticou a medida provisória 422, que para ela estimula a grilagem de terras na Amazônia, acusando o ministro do Futuro de andar na contramão,= em especial quando diz que a legislação ambiental brasileira &qu= ot;não é para valer". Pois Mangabeira decidiu replicar, repetindo esta semana que a legislação não presta, não existe = em lugar nenhum do mundo, é amplamente violada e não foi feita p= ara valer mesmo.
O ponto de atrito entr= e o ministro e a ex-ministra refere-se às regras por ela estabelecidas de que nenhuma propriedade pode ter desmatada mais = do que 20% de sua floresta. Ele sustenta que até 50% podem ser desmatados, coisa que mesmo para senadores governistas é um exagero, neste início de milênio. No passado podia, ou acontecia mesmo sem po= der, mas no presente, em nome do futuro, não dá mais. O aquecimento global é um fato e a preservação das florestas, uma necessidade.

Dora Kramer
Círculo de vícios
A imprensa durante alg= um tempo vai vigiar, e é até possível que um ou outro político mais notório - ou menos insensível - demita m= esmo seus parentes dos cargos ocupados sem concurso.
Mas a multidão = de anônimos beneficiados pelo Q.I. (quem ind= ica) familiar de sabe-se lá quantos agentes públicos dos três Poderes passarão incólumes à proibição do nepotismo imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Basta a vontade dos padrin= hos e a parceria do silêncio em cada um dos nichos de nepotismo espalhado= s no País todo.
A proteçã= ;o do anonimato é apenas uma entre as inúmeras modalidades de bu= rla que, tudo indica, levarão a decisão do STF à companhia= de outras letras mortas da legislação brasileira.
Uma dessas defuntas está na Constituição e serviu de base à sentença: a obrigatoriedade de obediência aos preceitos da moralidade, impessoalidade e da legalidade na administração pública. Só respeita quem quer.
Como o interesse prime= iro a ser atendido pelas nomeações é o de cima, a corrente atrelada a ele não é quebrada a menos que o elo inicial defla= gre o processo de
co= rreção.
E não é = essa a disposição até agora demonstrada no Poder Executivo - onde o estratagema é a promoção dos parentes para carg= os fora do alcance da norma - nem no Legislativo, onde a solução= foi transferir aos parlamentares a iniciativa de entregar a cabeça da família à guilhotina.
Ressalvadas, cumpre repetir, as exceções, a regra geral será a de deixar c= omo está para ver como é que fica. A possibilidade de que fique t= udo como está é altíssima, entre outros motivos porque não se assegura a ordem entregando a raposas a guarda dos aviários.
Giba Um
Família bem guardada=
Nas informações obtidas pela Polícia Federal de que Ju=
an
Carlos Abadia, já extraditado para os Estados Unidos e Fernandinho
Beira-Mar pretendiam seqüestrar figuras públicas, além da
ministra Ellen Gracie, constaria o nome de Luiz Cláudio, um dos filh=
os
de Lula. Por precaução, o Gabinete da Segurança
Institucional determinou reforço na segurança de todos os fam=
iliares
do Chefe do Governo. Agora, em seus deslocamentos para São Paulo, qu=
ando
vai à clínica do cirurgião Pedro Albuquerque ou &agrav=
e;
clínica da dermatologista Adriana Vilarinho ou
ainda cortar e pintar seus cabelos num salão do Shopping Iguatemi,
Marisa Letícia, a primeira-dama, tem oito homens cuidando de seu
segurança.
Até vibradores A pirataria no Brasil avança em todos os segmentos: agora, nos camelôs de São Paulo e Rio de Janeiro já podem ser encontrados versões genéricas dos vibradores eletrônicos mais caros do mundo e todos made in China. O famoso The Rabbit, consagrado na série e no filme Sex and <= span class=3DSpellE>the City, que custa R$ 270 e pode ser comprado pela Internet, no cartão, em 12 vezes, pode ser encontrado (versão pirata) nos camelôs a R$ 40. Dá para pechinchar mas não dá para dividir.
Lind=
ooo!
Este ano, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
já recebeu, em seu gabinete, grupo de travestis e de prostitutas e, =
esta
semana, uma delegação do grupo Coletivo Nacional de Transexua=
is.
Era formado por sete novas mocinhas, que foram agradecer pela portaria que
regula a mudança de sexo no SUS. O novo procedimento custará =
ao
contribuinte R$ 1.511, mais que o dobro de uma cesariana (R$ 700). Elas fic=
aram
encantadas com as atenções dadas por Temporão, por seus
cabelos meio ondulados e compridos e, na saída, uma delas não
resistiu e gritou: “Lindooo!”.
Josias
<=
span
style=3D'font-size:18.0pt'>BC muda balanço e prejuízo de R$ 4=
1 bi
vira lucro
A desvalorização do dólar e a conseqüente sobrevalorização do real produziram efeitos nefastos no balanço do Banco Central referente ao primeiro semestre de 2008.
Nos primeiro seis mese= s do ano, a variação do câmbio empurrou para dentro da escrituração do BC um prejuízo de R$ 44,798 bilhões.
Subtraindo-se dessa ci= fra as operações que deram resultado positivo –R$ 3,2 bilhões—o prejuízo foi atenuado para R$ 41.598 bilhões.
Nunca na histór= ia desse país, para usar expressão ao gosto de Lula, o BC amarga= ra semelhantes perdas no intervalo de um semestre. Porém...
Porém, aprovou-= se no CMN (Conselho Monetário Nacional), nesta quinta-feira (28), um vo= to que produziu uma mágica cromática. O que era vermelho tornou-= se azul.
Funciona assim:
1. As perdas cambiais = do BC continuarão sendo lançadas na coluna de passivo do balanço.
Passivo decorrente de despesas com a valorização da taxa de câmbio sobre as reservas internacionais, que o banco mantém em depósitos no exterior, e sobre contratos em moeda estrangeira;
2. No entanto, criou-se uma regra de “equalização cambial”. Que permitirá ao banco anotar na coluna de ativos um crédito de i= gual valor junto ao Tesouro Nacional;
3. Na prática, a conversão do passivo cambial em ativo significa que o custo da variação cambial migra da escrituração do BC pa= ra o Tesouro.
Graças ao ajuste contábil, o BC pôde anotar no item “IV” do vo= to levado ao CMN (íntegra aqui) o seguinte:
“O Banco Central= do Brasil apresentou, no primeiro semestre de 2008, resultado positivo de R$ 3= ,2 bilhões.”
“(...) Esse resultado será transferido ao Tesouro Nacional no prazo de até= ; 10 dias úteis, a partir desta data”.
Quanto ao custo da política cambial, expresso no prejuízo de R$ 41.598 bilhões, continua sendo espetdo na bolsa= da Viúva, como antes. Mas, no balanço do BC, vai &agra= ve; zona cinzenta das “notas explicativas”.
A variaçã= ;o cambial rói os números do BC principalmente porque a instituição conserva as reservas do Brasil em aplicações no exterior, em moeda estrangeira.
No seu balanço,= o BC é obrigado a registrar as reservas em reais. É dessa diferença que vem o grosso do passivo.
O BC escorou a alteração nas regras de elaboração de seu balanço numa medida provisória. Traz o número 435. Foi editada por Lula em 26 de junho de 2008.
Lauro Jardim
Polêmica demais
Protógenes Quei= roz se apresentou para ser garoto-propaganda da campanha que entidades de class= e da PF vão fazer pela autonomia da instituição. Só = que até os policiais federais acharam Protógenes controvertido demais. Educadamente, recusaram a oferta para evitar outra frente de polêmica na já polêmi= ca campanha.
Lacerda avança
Márcio Lacerda
(PSB), candidato de Aécio Neves e Fernando Pimentel, à prefei=
tura
de Belo Horizonte deu um novo salto. No fim de semana, o Datafolha já=
; o
colocava na liderança, depois de meses amargando magros 6% das
preferências. No início desta semana, porém, pesquisas
internas dos partidos, realizadas por grandes institutos, mostravam que a
diferença sobre a ex-líder Jô Morais (PCdoB) alargou-se.
Numa delas, feita no dia 25, Lacerda disparou, com 33% das preferênci=
as
— mais do que o triplo do que alcançava menos de uma semana an=
tes.
Jô ficou com 10%, menos da metade do que possuía no dia
Dupla poderosa
A pesquisa detecta também a força da dobradinha Aécio-Pimentel. No dia 19= de agosto, 42% diziam ter conhecimento do apoio da dupla ao candidato do PSB. = Na segunda-feira, depois, portanto, de quase uma semana de propaganda gratuita= na TV, esse percentual subiu para 76%.
Miriam
Leitão
Obama: cenas nunca vistas
Até os jornalis= tas admitiam: nunca tinham visto isso na história daquele país. N= unca tinham visto uma convenção t&atild= e;o grande, uma multidão tão impressionante numa reunião política. Também nunca viram um negro chegar tão longe= .
O discurso de Barack O= bama não decepcionou a multidão de democratas, porque ela estava a= li para beber cada palavra dele. Mas mesmo sabendo que aquela fosse a sua platéia, já preparada para aplaudir é preciso admitir: ele fez um grande discurso.
Focou no objetivo principal, criticar o governo, criticar John McCain, oferecer seu programa. Quis também combater a idéia difundida pelos&n= bsp; republicanos de que eles têm monopólio da defesa do paí= s. Para dizer aquilo que os americanos mais gostam: "Serei melhor comandante em chefe". Fez a promessa que os americanos querem ouvir ne= ste momento de crise econômica, de fortalecer a classe média, cort= ando seus impostos. Depois no momento mais importante homenageou o dia histórico em que Martin Luther King declarou diante de uma multidão que tinha o sonho da superação da divis&atild= e;o racial.
Fez um discurso com se= nso de História: nós nos encontramos num daqueles momen= tos decisivos - um momento em que nossa nação está em guer= ra, nossa economia em terremoto e as promessas americanas estão sendo am= eaçadas uma vez mais. No começo da campanha ele falava como se fosse possível ser candidato dos democratas e dos republicanos ao mesmo te= mpo. Mas neste discurso ele era definitivamente um democrata contra um republica= no.
Foi uma fest bonita, com boa musica, mas principalmente política com emoção e senso de História.
Al Gore diz não a uma recic=
lagem
O vice presidente Al G= ore, ao falar no estádio, antes do discurso de Barack Obama, brincou com o= fato de que é um defensor de combate ao aquecimento global.
-Eu gosto de reciclagem, mas isso é ridículo - disse ele, querendo dizer que John McCain é um Bush reciclado.
Noblat
Sombra de Eduardo Paes faz Jandira=
pedir
o voto útil
Ao pregar o voto útil, Jandira Feghali, candidata do PC do B a prefeita do Rio de Janeiro, desatou a fúria dos que disputam com ela a preferênci= a do eleitorado de esquerda.
As mais recentes pesqu= isas de intenção de voto mostraram Jandira e o candidato Eduardo P= aes (PMDB) empatados em segundo lugar, a poucos pontos de distância Marce= lo Crivella (PR).
Jandira teme ser ultrapassada por Paes em breve - se é que já não foi a essa altura.
Ao sugerir o voto útil, ela quer atrair votos comprometidos com as candidaturas de Chi= co Alencar (PSOL), Alexandro Molon (PT) e Fernando Gabeira (PV).
Alencar reagiu à idéia duramente. Molon e Gabeira não gostaram dela nem um pou= co, mas silenciaram - pelo menos por enquanto.
Goste-se ou não= de Jandira, ela parece ser o único nome da esquerda carioca com chances de enfrentar Paes na tentativa de passar para o segundo turno junto= com Crivella.
Na verdade, Alencar e Gabeira são candidatos à reeleição à Câmara dos Deputados daqui a dois anos. E Molon...
Bem, Molon é um= bom moço, com um discurso velho, que não irá a lugar nenhu= m - a não ser para o céu.
Reinaldo Azevedo
Despudor
“Sentimento de vergonha, timidez, mal-estar, causado por qual=
quer
coisa capaz de ferir a decência, a modéstia, a inocência=
.”
O que vai acima, em itálico, é a primeira acepçã=
;o,
no Houaiss, da palavra “pudor”. E o despudor, então, nes=
ta
acepção número um, é o contrário disso.
Define, por exemplo, o comportamento de Tarso Genro comentando a quest&atil=
de;o
de Raposa Serra do Sol.
A questão primeira, anterior a quaisquer outras
considerações ou questões de opinião e gosto,
é que o tema está ainda sub júdice. Tarso tem todo o
direito, e até o dever, de informar qual é a opinião do
governo — de resto, devidamente representada e defendida no Supremo.
Não pode, não lhe cabe, é-lhe vedado, isto sim, &eacut=
e;
dar-se ao desfrute do baixo proselitismo, demonizando um dos lados da dispu=
ta.
Pior: enquanto o faz, sustenta o contrário. Açula uma luta en=
tre
agricultores e índios para, em seguida, negar que se trate de uma lu=
ta
entre agricultores e índios.
Mais: Tarso Genro dá o parecer do relator como a=
sentença vitoriosa no tribunal. Pode até ser que seja —
afinal, ela está sendo saudada em prosa e verso pelos setores
politicamente corretos na imprensa, que chamam de “iluminada” a
defesa do “novo bom selvagem” feita por Ayr=
es
Britto —, mas ainda não é.
Sobre a chegada do “estado de direito” à região,
dizer o quê? Vejam aqui o vídeo que mostra a
atuação da Polícia Federal na área. Os valentes=
de
Tarso invadiram as fazendas sem qualquer ordem judicial. E ainda estimulam =
os
fazendeiros a reagir...
Como, nesse caso, a pauta de Tarso coincide com a de boa parte do jornalismo
indianista, considera-se tudo da mais absoluta normalidade.
Renata Lo Prete
Linha cruzada
O PSDB vai questionar o
procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e o ministro
Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, sobre o fato de a Polícia
Federal não ter grampeado os telefones do secretário de Assun=
tos
Institucionais do PT, Romênio Pereira, durante a Operaçã=
;o
João de Barro.
Em resposta à alegação da PF de que "não descobriu" os telefones, tucanos mostrarão que, além de escutas que revelav= am os números, os dados do petista constam até da lista telefônica. Mais do que Romênio, figura restrita à máquina partidária, a oposição vê uma cha= nce de atingir o ministro Tarso Genro, com o argumento de que a PF, subordinada à Justiça, não tem tanto apetite quando se trata de investigar o PT.
Tucanos também
aguardam resposta da Anatel e da Brasil Telecom sobre pedido de
informação relativo a grampos feitos em l=
inhas
"tronco", ou seja, cujo número se desdobra em ramai=
s.
Apostam que a agência e a empresa dirão que é possível monitor= ar as linhas, ao contrário do que alega a PF.
Fênix
Como parte de seu proc= esso de ressurreição, Renan Calheiros (PMDB-AL) proferiu ontem no Senado discurso elogiando a "competência e sensibilidade" da mãe do PAC, Dilma Rousseff.
Para a próxima
Em sua pregação eleitoral, os "visitadores" contratados pe= la campanha de Gilberto Kassab (DEM) não falam mal de Geraldo Alckmin (PSDB). Apenas esclarecem: "Ele é o nosso candidato a governador".

Zé Simão<= o:p>
Ueba=
! Eu=
vou
votar no CORNELSON!
E tá tendo
nepotismo nas Ereções 2008! Olha o adesivo que eu vi num carr=
o no
Rio: "Pra vereador: Rodrigo, o Pai dos Quadrigêmeos". Pra
sustentar a prole! E de Itabé: o Tio do
Cachorro-Quente. Nepotismo na Galera Medonha: o Filho do Enéas, o Ti=
o do
Cachorro-Quente e Rodrigo, o Pai dos Quadrigêmeos!
E cresce a bancada do =
PGN,
Partido da Genitália Nacional. Pra atender a ampla maioria da
população: CORNELSON! Chega de traição!
O Cornelson,
de Natal, aparece na foto com um chapéu de chifre. O chifre é
próprio do homem, o boi usa de enxerido. Ou, como diz uma amiga minh=
a:
"O homem sem a mulher não é nada". Nem corno! E de
Teresina: Queiroz do Judô, Carlão da Baixa da Égua,
Com esse ataque at&eac= ute; o Dunga derrubava a Argentina! E, vendo esses candidatos, sabe o que eu ach= o? Eu acho que o Brasil tomou ácido lisérgico no café da manhã!
Direto do País da Piada Pro=
nta!
Ops, do planeta da pia=
da
pronta: "A vaca é uma bomba climática", afirma Thielo BODE! É sobre o aquecimento global: o
pesquisador Bode acusa as vacas de flatulência.
Pum de vaca aquece o planeta! A vaca é pumluidora! PUMLUIÇÃO! O Bode quer acabar com as vacas! Ciúme! Por= que com cheiro de bode não há quem possa!
E na Nova Zelând= ia já querem que os fazendeiros paguem impostos. Imagine se a moda pega aqui no Brasil! IPumTU. E IPumVA! Vão acabar = com a maior distração do brasileiro: soltar pum embaixo do cobertor= .
Mais um verbete pro óbvio lulante. "Eutanásia": companheiro que ainda não conseguiu voltar da China.
Kakayadas
Seja bem vinda Dercy....
=
p>
Imagine sua chegada ao céu.=
..
-Porra tá frio aqui em cima;
-O céu não tem temperatura - pondera um porteiro celestial de
plantão.
-Não tem é o cassete.Tá fri=
o sim
senhor - insiste Dercy.
-Prefere o inferno? Lá é mais quentinho.
-Manda tua mãe pra lá. Cadê o Pedro?
-Pedro só atende aos purificados.
-E eu tô suja, por acaso? Tô cagada?
-Você primeiro tem que passar pelo purgatório, ajustar umas
continhas...
-Não devo nada a puto nenhum.
-Você foi muito sapeca lá por baixo.
-Como é que você sabe. Andava escondido debaixo das minhas sai=
as?
-Dercy, daqui de cima a gente vê tudo.
-Vê pôrra nenhuma. Vê a pobre=
za, a
violência, meninas de 4 anos sendo estupra=
das
pelos pais, político metendo a mão no dinheiro dos pobres, ca=
ra
cheirando até cocô pra ficar doidão? O que vocês
vêem? Só viam...
-Você fala muito palavrão.
-Eu sempre disse que o palavrão estava na cabeça de quem
escutava. Palavrão é a fome, a falta de moral destes caras que
pensam que o mundo é deles. Esses goelas grandes e seus assessores laranjas, tangerinas e o cassete...
-Está vendo? Outro palavrão
-Cassete é palavrão seu porteiro de meia tigela? Palavr&atild=
e;o
é PQP... (silêncio de alguns segundos)
-Seja bem vinda Dercy. Sou Pedro. Pode entrar.
-Pôrra, não é que eu morri =
mesmo!
E o purgatório?
-Você já passou 101 anos por ele, lá em baixo.Venha
descansar.
- É, tô precisando mesmo. Mas tira=
essa
mão boba de cima de mim!
28/8/2008
Joênia morena, Joênia,
você se pintou...
=
p>
Reinaldo Azevedo
Quando vi Joênia Batista Carvalho no STF com o rosto pintado, advogada e “índia”, confesso que n&atild= e;o sabia se acendia uma fogueira na sala e começava a bater o pé= no chão para acordar os mortos ou se pegava a Constituiçã= o.
Joênia advogada é fruto da chegada à região da
detestável “civilização”, já que
é formada em direito pela Universidade Federal de Roraima. Mandou ba=
la:
“A terra indíg=
ena
não é só a casa onde se mora, é o local onde se
caça, onde se pesca, onde se caminha. A terra não é um
espaço de agora, mas um espaço para sempre".
Nem que tivesse combin=
ado
com o ministro Ayres Britto, relator da questão, teria havido tamanha
identidade: ele disse que a “terra indígena” é um
ente. E exaltou, em nossos silvícolas, que ele chama
“aborígines”, a harmonia entre homem e natureza.
Tanto Joênia quanto Britto — além da parcela
“indianista” da imprensa — querem
nos fazer crer que os ditos índios de Raposa Serra do Sol vivem como=
... índios. Pois é... Alguns mentem de caso
pensado porque obterão benefícios se a farsa prosperar. Outros
embarcam numa ilusão porque acreditam estar fazendo, de algum modo,
justiça histórica.
O país dá, assim, curso a uma fantasia de resultados desastro=
sos.
Reitero: o país reserva 13% do território nacional a, no
máximo, 750 mil índios, boa parte já integrada à
nossa cultura. E quais são os benefícios dessa polític=
a?
Conseguem viver por seus próprios meios? Não! Mas, ao menos,
preserva-se a terra onde estão? Também não. Boa parte
delas acaba sendo invadida por madeireiras, garimpeiros=
e toda sorte de bandoleiros — e com a conivência dos índ=
ios.
A visão estupidamente preservacionista acaba por jogar os índ=
ios
na marginalidade — e se formam, entre eles, como é caso dos
cintas-largas, verdadeiras gangues armadas que submetem seus pares a um est=
ado
paralelo. Joênia, a esta altura, é tão índia qua=
nto
qualquer um de nós. Basta atentar para a sua retórica cheia de
jacobinismo reparador.
Ah, mas como encanta, não? Imaginem: de um lado, Francisco Rezek de
terno e
Gravei o voto do ministro Ayres Britto e estou convencido de que, sem os
arrozeiros, não há lá perdão porque não
há pecado; não há cupidez e lucro porque “n&atil=
de;o
há competição”; não há maldade por=
que
homem e natureza são “unha e carne”; não há
ambições desmedidas porque ela é contida, como é
mesmo?, pelos aspectos
“telúricos” do povo.
À tarde, na GloboNews, vi a entrevista de um índio bigodudo,
falando com todos os esses e erres. Estava em Brasília, lá no
STF. Levava um cocar na cabeça que mal disfarçada o ornamento=
de
pura teatralidade. Num dado momento, referindo-se a seus companheiros, afir=
mou
que “as bases estavam tranqüilas”. Como? “Base”=
;?
Eu conheço esse vocabulário.
Por enquanto, o placar está um a zero para a Fundação
Ford, que financia o Conselho Indígena de Roraima, a entidade que
representa a minoria dos índios da região e que quer expulsar=
os
produtores rurais que ocupam 0,7% da dita reserva.
Lula quer Renan na lideranç=
a do
PMDB
Christiane Samarco, no
Estadão
Um ano e três me= ses depois de estourar a denúncia de que teve despesas pagas por um lobi= sta de uma empreiteira - entre elas, pensão para a filha que teve fora do casamento -, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ensaia seu retorno ao cen&= aacute;rio nacional embalado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outras cinco acusações também renderam pedidos de cassação no Conselho de Ética e acabaram levando o peemedebista a renunciar à presidência do Senado em outubro.= p>
Na quinta-feira passad= a, ele foi recebido por Lula no Palácio do Planalto, com a boa nova de = que a inauguração da primeira obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste será em seu reduto eleitoral. A adutora entre Palmeira dos Índios e Quebrangulo será inaugurada no mês de ou= tubro, com a promessa da presença do presidente da República no palanque. Ontem, um telefonema de Lula pouco depois do meio-dia anunciou ou= tra boa notícia. Renan foi autorizado a alardear aos eleitores a inclus&= atilde;o do metrô de superfície de Maceió no PAC.
Sob o comando do aliado Geddel Vieira Lima (PMDB), o Ministério da Integração Nacional reservou cerca de R$ 1 bilhão para o Canal do Sertão, obra estratégica que vai atender 40 municípios alagoanos, e p= ara adutoras e barragens na região, ampliando a rede de água e de saneamento básico.
Carlos Chagas
Criticou o PAC e dançou
Em plena efervescência gerada pela decisão do Supremo Tribunal a respei= to da reserva Raposa-Serra do Sol, quem continuou impertinente foi o relator d= as Nações Unidas para Assuntos Indígenas, James Ayala. Primeiro porque, dias atrás, visitando a região, disse não dispor de tempo para conversar com os grupos contrários à extensão continuada da reserva. Só conversaria com os índios, ONGs e entidades religiosas favorá= veis à manutenção do enclave contínuo nas fronteiras= do Brasil com a Venezuela e a Guiana.
Pois se não encontrou uma hora para ouvir o contraditório, demonstrando sua parcialidade em favor dos que pretendem transformar tribos em nações e pregar sua independência do estado brasileiro, como depois teve tempo para vir a Brasília e aqui ficar pelo menos até ontem? Teria tido a pretensão de influenciar o Supremo? Se for por isso, quebrou a cara.
Nossa maior corte naci= onal de Justiça é independente, mesmo diante das Naçõ= ;es Unidas. E se tentou encontrar-se com o presidente Lula, pior ainda, porque = no palácio do Planalto ninguém gostou das suas declarações, no sentido de que o PAC prejudica os interesses = dos índios, que não são consultados sobre as obras públicas em andamento.
Mais parece um elefante passeando numa loja de louças, esse gringo que deveria, no mínimo, ter sido obrigado a tirar os sapatos no aeroporto. Pelo menos veríamos se em vez de pés, tem patas...
Ministério da Saúde =
no
carnaval paulista
Brasileiros morrem de dengue, de tuberculose e nos corredores de hospitais públicos, sem t= er remédios e nem médicos suficientes. Apesar disso, o Ministério da Saúde vai patrocinar a Escola de Samba Vai-Vai,= no próximo carnaval paulista, cujo enredo celebra os vinte anos do Sist= ema Único de Saúde (SUS), expressão máxima da saúde pública que, como afirmou o presidente Lula, “qua= se atingiu a perfeição”.
O seu, o nosso
Oficialmente o Ministério admite apenas apoiar a Vai-Vai, mas no mercado do carnava= l, “apoio” deste tipo custa em média R$ 8 milhões.= p>
Inacreditável
O patrocínio da Vai-Vai não sairá da verba publicitária, porque o Trib= unal de Contas da União o proíbe. Sairá do próprio gabinete do ministro.
Perguntar não elege
A senadora Hillary Cli= nton passaria num detector de mentiras quando disse na convenção democrata que “Obama é meu candidato?”
Afinando a pancadaria
Guido Mantega (Fazenda= ), o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o ex-ministro Delfim Netto e o economis= ta Luiz Gonzaga Beluzzo se reuniram em almoç= ;o, terça, para combinar o linchamento verbal de Henrique Meirelles (Ban= co Central), no encontro que teriam com Lula em seguida.
Giba Um
Favela Limpa
A campanha eleitoral no Rio de Janeiro já emporcalha a cidade com
outdoors, cartazes e placas em árvores e postes, tudo o que é
proibido em São Paulo pelo Cidade Limpa.
Só em uma área não se vê sequer uma faixa –=
; e
de nenhum candidato: é na favela da Rocinha. Lá, o trá=
fico
decidiu seguir a cartilha da prefeitura paulistana.
Levantamento da libido<= br> Em alguns bares de São Paulo e Rio, começ= a a ficar popular um novo drinque batizado de Erotique= span>, já considerado um alavancador da libido = geral. Receita: rum da República Dominicana, água tônica, frut= as picadas e um pouco de licor Cointreau. O rum do= minicano tem em sua composição raízes afrodisíacas.